A segunda avaliação provincial de leitura, realizada com quase 50.000 alunos da segunda série do Ensino Fundamental de escolas públicas e privadas, mostrou melhorias em todos os indicadores em comparação com 2024.
Lunes 8 de junio de 2026
Como parte do Plano de Alfabetização de Santa Fe, o governador Maximiliano Pullaro e o ministro da Educação, José Goity, apresentaram na segunda-feira os resultados da segunda avaliação provincial de leitura de alunos da segunda série do Ensino Fundamental em escolas públicas e privadas de toda a província.
Durante o evento, realizado na Casa do Governo em Rosario, Pullaro enfatizou que a educação é a principal prioridade da administração provincial. “Santa Fe destina a maior parte dos recursos ao sistema educacional. Quase 30% do orçamento provincial é reservado para a educação”, afirmou.
O governador destacou que o Plano Raiz se consolidou como eixo da política educacional santafesina e sustentou que os resultados obtidos ratificam o rumo adotado. “Estamos construindo um caminho que temos que percorrer, onde meninos e meninas são importantes e o aprendizado é essencial para que possam crescer”, disse Pullaro. “Entendemos que esse caminho nos levaria a um resultado de sucesso e hoje podemos ver os resultados em termos de alfabetização”, afirmou.
Da mesma forma, destacou a apropriação que as comunidades educativas fizeram da iniciativa. “O mais importante é que os professores se apropriaram do Plano Raiz e ele deixou de ser uma política de governo e passou a ser uma política de Estado”, indicou.
A importância de avaliar

Por sua vez, Goity destacou que o Plano Raíz foi consolidado em 2026 como uma política abrangente que combina metodologia pedagógica, formação de professores, monitoramento de resultados e apoio personalizado.
Atualmente, a iniciativa alcança 162.000 alunos, envolve 9.900 professores em formação continuada e 1.700 instituições de ensino. Além disso, 374.000 livros já foram distribuídos este ano e mais de 900.000 desde o início do programa, em 2024.
O ministro explicou que 49.000 alunos participaram da avaliação de 2025, representando 97% da matrícula e 99,6% dos alunos presentes no dia da prova.
Em comparação com 2024, o número de alunos em situação crítica diminuiu 10,3%, enquanto o número de leitores em transição aumentou 5,5%. Ao mesmo tempo, o número de alunos que leem bem ou muito bem aumentou 22,6%. Essa melhoria também se refletiu nos diferentes perfis de leitura. O número de alunos pré-leitores diminuiu 22,9%; o de alunos no nível Iniciante 1 caiu 7,1% e o de alunos no nível Iniciante 2, 5,5%. Em contrapartida, o número de leitores intermediários aumentou 16,9% e o de leitores fluentes registrou um aumento de 48,3%.
Outro indicador relevante foi a velocidade de leitura. O Goity explicou que a média provincial subiu de 43,2 palavras corretas por minuto em 2024 para 50,3 em 2025.
O ministro também enfatizou a ligação direta entre a frequência escolar e o desempenho acadêmico. Entre os alunos com mais de 20 faltas, 46,9% apresentavam níveis de leitura crítica. Em contrapartida, entre aqueles com menos de 20 faltas, essa porcentagem caiu para 26%.
De uma perspectiva externa, Agustina Lenzi, Diretora de Relações Governamentais da Argentinos pela Educação, elogiou a decisão de Santa Fe de tornar públicos os resultados da avaliação e utilizá-los para orientar melhorias nas políticas educacionais. "Ter acesso à informação, assumir compromissos e prestar contas do progresso é um passo fundamental", afirmou.
Aprender na sala de aulas
A vice-diretora da Escola nº 1399 em Roldán, Jorgelina Rodríguez, destacou o progresso observado em sua instituição. Ela lembrou que, em 2025, havia duas professoras de apoio à alfabetização atendendo 30 alunos identificados com dificuldades de leitura. “Este ano, essas horas foram reduzidas porque o número de alunos que necessitavam de apoio também diminuiu. Hoje, temos apenas uma professora trabalhando com apenas quatro alunos. Esta é uma prova concreta de que as crianças estão aprendendo”, afirmou.
Da mesma forma, a professora Sonia Crica, da Escola nº 1322 em Rosario, elogiou a continuidade do Plano Raiz e enfatizou que o acompanhamento constante das trajetórias escolares dos alunos fortaleceu os processos de alfabetização.
“A experiência foi muito enriquecedora porque nos permitiu acompanhar de perto a trajetória de cada aluno”, concluiu.