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Missão comercial a Dubai: empresas santafesinas projetam vendas por mais de 13 milhões de dólares em meados desse ano

O ministro do Desenvolvimento Produtivo, Gustavo Puccini, deu detalhes sobre a participação provincial na Gulfood, feira internacional da indústria alimentar: “Os produtos que fomos oferecer têm a ver com o cluster de leguminosas e produção de lácteos.

O ministro do Desenvolvimento Produtivo, Gustavo Puccini.

O ministro do Desenvolvimento Produtivo da Província, Gustavo Puccini, apresentou na quinta-feira passada, em Rosário, um informe sobre as ações realizadas na Gulfood, prestigiosa feira internacional da indústria alimentar, que foi feita em Dubai, Emirados Árabes. Ali o governo provincial acompanhou 20 empresas santafesinas com o fim de identificar e aprofundar novos mercados. Aliás, a comitiva teve uma importante agenda na Arábia Saudita.

“As empresas santafesinas venderam ali 150 contêineres de maneira direta a diferentes países do mundo. Essa foi uma venda de mais de 3 milhões e meio de dólares. Essas são divisas que vão entrar à província de Santa Fe. E, além disso, projetam para a metade do ano mais de 13 milhões de dólares. E com certeza haverá muitas mais vendas”, afirmou o ministro.

Puccini destacou que “foi a primeira visita internacional que fazíamos como governo a uma das feiras de alimentos e bebidas mais importantes do mundo. Para a província foi muito importante: das 100 empresas que participaram no estande argentino, 20 eram santafesinas”.

Intercâmbio

A seguir, disse que participaram de “reuniões com a Câmara de Comércio de Dubai, que é uma das câmaras mais importantes que o mundo árabe tem, porque permite ingressar a muitos mercados como África, China, Ásia, e isso nos dá a possibilidade de que nossos produtos, se eles podem chegar lá, também podem ser reexportados a outras partes do mundo”. Também a comitiva dialogou com o Instituto de Promoção da Carne Bovina sobre a certificação Halal que permite o ingresso a esses mercados.

Aliás, Puccini explicou que, dos Emirados Árabes Unidos, se dirigiram à Arábia Saudita, “que é o país mais importante do Golfo Pérsico, que tem muitos interesses e necessidades de abastecimento. Em matéria alimentar, importa 95%. Nisso se baseia o nosso interesse, e encontramos ali um mercado alternativo, uma possibilidade de que nossa província, em matéria de alimentos, em matéria de cereais, possa abastecer parte do plano que o mundo árabe tem”, detalhou.

Valor agregado

Por sua parte, a secretária de Comércio Exterior, Georgina Losada, destacou que “é muito importante que nossa primeira missão internacional seja nesse mercado. Desde o primeiro dia, o ministro Gustavo Puccini e o governador Maximiliano Pullaro nos pediram que estabeleçamos uma mesa árabe. É um mercado que importa 90% do que consomem. Além disso, têm uma população muito jovem que se está abrindo, se está ocidentalizando no sentido de que está exigindo alimentos de alta qualidade com muito valor agregado”.

“A Argentina, e Santa Fe particularmente, têm muitas oportunidades, pela qualidade de nossos produtos, porque temos uma relação preço-qualidade muito alta, muito vantajosa para eles, e porque se valora muito a cultura do nosso país”, acrescentou.

Articulação público-privada

Também estiveram presentes empresários que integraram a missão comercial. A representante da empresa Rigran-Riboldi S.A, Sol Depetris, destacou “o acompanhamento do Governo. É bom ter representantes estaduais nas feiras, porque têm contatos mais próximos” com os diferentes elos da cadeia produtiva.

No mesmo sentido, o gerente de vendas de exportação e especialidades dos Agricultores Federados Argentinos (AFA), Alejandro Scarabelli , destacou a importância “de dar-lhe continuidade a uma política de estado na qual Santa Fe foi pioneira, desde a década de 90, em sair como estado subnacional, junto com Córdoba, a mostrar não só a oferta exportável, senão também a negociar em paridade com os diferentes governos do Golfo”.

Por outro lado, a presidenta da Inalpa SA, Mayra Boglich, afirmou que, para uma Pyme, “a exportação se torna uma ferramenta não somente de crescimento, senão também de alavancagem com o que está acontecendo na economia nacional, porque a demanda caiu e essa é uma oportunidade para paliar essa queda”. Logo depois lembrou que os Emirados Árabes são “um grande mercado de leguminosas, e veem a Argentina como um país de infinitos recursos naturais, com produtos de alta qualidade e saudáveis”.

Da atividade participaram além de Alejandra Porrini, da Inalpa; Mauricio Díaz, da Matresfood; José D’Aloisio, da FyO; Cristian Amuchástegui, da Jewell Especialidades; Felipe Uranga, da Uranga Trading; Cristian Marull, da Special Commodity; Santiago Pochettino, do Gruposur Exports, e Andrea Foglia, de La Sibila.

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