Como parte da agenda do embaixador chinês na Argentina, Wang Wei, na província de Santa Fe, o governador Maximiliano Pullaro encabeçou uma jornada de networking empresarial nesta terça-feira em Rosário, reunindo 12 empresas chinesas e 36 empresas sediadas em Santa Fe dos setores de tecnologia, transporte, construção e energias tradicionais e renováveis. O encontro ocorreu no Salão Walsh da Casa do Governo em Rosario e contou com a participação da secretária de Comércio Exterior da província, Georgina Losada.

A atividade fez parte de uma agenda bilateral mais ampla que começou na segunda-feira, quando Pullaro recebeu o diplomata chinês para reuniões relacionadas à logística portuária, transporte ferroviário e energia. A China é atualmente o terceiro maior parceiro comercial de Santa Fe, depois do Brasil e da Índia, enquanto a província é uma das principais plataformas de exportação de produtos demandados pela China, como carne e grãos.
Santa Fe como principal parceira comercial da China
Pullaro afirmou que Santa Fe “é uma província produtiva que busca estabelecer relações comerciais sólidas com a China” graças ao “esforço e trabalho de pessoas que começaram aos poucos e com honestidade, para que nossos produtos possam chegar a todos os cantos do mundo e demonstrar que temos a melhor qualidade para sermos os mais competitivos do país”.
No mesmo sentido, o governador enfatizou que a província “está localizada em uma região central do país, banhada por quase 900 quilômetros pelo Rio Paraná, e que a maior parte das exportações argentinas sai por Santa Fe”. Ele assegurou que, portanto, estão aprimorando “a logística de rodovias, portos e aeroportos para que os produtos santafesinos possam chegar ao mundo”.

Pullaro reconheceu que Santa Fe "quer se tornar o principal parceiro comercial da China" e afirmou que sua administração continuará "coordenando e apoiando cada empresário para estabelecerem relações comerciais estáveis, gerando assim emprego e crescimento econômico na província".
Fortalecer os laços produtivos e financeiros
O Ministro do Desenvolvimento Produtivo, Gustavo Puccini, destacou que o embaixador “trouxe 12 empresas de ponta de diversos setores produtivos, o que lhes permitiu estabelecer contato com mais de 36 empresas santafesinas”. Nesse contexto, ele observou que as reuniões realizadas desde a segunda-feira “serviram para compreender as intenções da China, um parceiro estratégico para Santa Fe, especialmente como destino de importações”.
Puccini enfatizou que “Santa Fe é uma província com uma forte base produtiva” e destacou que o governo provincial mantém “uma abordagem complementar com empresas que têm laços com a China”. Nesse sentido, ele considerou que esses espaços de articulação “nos permitem fortalecer laços e avançar com planos de ação concretos para trabalhos futuros”.
Da mesma forma, a Secretária de Comércio Exterior, Georgina Losada, participou das sessões de networking e intercâmbios institucionais, em um esforço coordenado para consolidar as oportunidades de comércio, investimento e cooperação internacional para o setor produtivo de Santa Fe.
Entre as prioridades estratégicas, a Ministra mencionou a expectativa de "incorporar instituições financeiras chinesas às linhas de crédito que a Província vem promovendo nos últimos dois anos", destinadas a empresas com vínculos comerciais com esse mercado, bem como a participação de Santa Fe em feiras internacionais de importação, "fundamentais para o objetivo da província de expandir e diversificar suas compras externas".
Logística, infraestrutura e planejamento estratégico
O encontro também abordou questões de logística e infraestrutura. Puccini indicou que há interesse por parte das empresas chinesas em conhecer “oportunidades de investimento em infraestrutura portuária e ferroviária, setores onde o capital é necessário para melhorar a competitividade logística”. Nesse contexto, a agenda do embaixador inclui visitas ao Terminal Portuário de Rosario e à Zona Franca de Villa Constitución.
Por último, o ministro afirmou que a visita “abre novas possibilidades de cooperação em ciência, tecnologia e cultura” e definiu a China como “um mercado estratégico com o qual Santa Fe deve continuar fortalecendo os laços em uma agenda de longo prazo”.