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Pullaro: “As obras públicas provinciais sustentam o emprego de 40.000 famílias em Santa Fe”

O governador destacou as medidas implementadas pela província para criar e preservar empregos nos setores público e privado. Ele enfatizou que Santa Fe é uma das províncias menos afetadas pela perda de empregos em todo o país.

O governador de Santa Fe, Maximiliano Pullaro, afirmou nesta quarta-feira que cerca de 40 mil famílias dependem atualmente de obras públicas e investimentos promovidos pelo governo provincial. Esse nível de atividade explica por que a Grande Rosario apresenta uma taxa de emprego de 49,1%, a segunda maior do país, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) para o quarto trimestre de 2025, atrás apenas da Cidade Autônoma de Buenos Aires (52%).

“A economia não está bem e empregos estão sendo perdidos em todo o país, mas em Santa Fe, estamos sustentando-os com uma política muito ativa do Ministério do Desenvolvimento Produtivo e com recursos do tesouro provincial”, observou o governador. Nesse contexto, ele enfatizou o papel da política fiscal: “Na última Lei Tributária, avançamos com uma significativa redução de impostos para apoiar a indústria em um ambiente complexo. Cada emprego perdido deixa uma família à deriva.”

Pullaro explicou que a combinação de alívio fiscal e incentivos à produção visa sustentar o emprego formal. Em particular, ele mencionou as deduções no Imposto de Ingressos Brutos vinculadas tanto à criação de novos empregos quanto aos custos de energia. “A província está se esforçando para apoiar o emprego em um momento em que as classes média e média-baixa estão lutando para sobreviver. Nesse contexto, uma abordagem mais sensível é necessária”, afirmou. 

“Investimos para sustentar a atividade”

O governador também destacou que Santa Fe foi uma das jurisdições menos afetadas pela perda de empregos em nível nacional. “Isso se deve a políticas proativas, mas também ao comprometimento do setor industrial e das PyMEs que continuam investindo apesar do contexto adverso”, afirmou. Ele acrescentou: “Implementamos políticas anticíclicas: investimos quando a economia se contrai para sustentar a atividade em cada localidade”.

Nesse sentido, ele enfatizou o impacto territorial das obras públicas: “Em um povoado, uma obra pode significar o sustento de três, quatro ou cinco famílias. Pode parecer insignificante em uma cidade grande, mas nessas comunidades é crucial”. Por essa razão, ele defendeu o nível de investimento provincial: “Se o governo se retirasse, muitas pessoas ficariam sem trabalho. Nosso objetivo é gerar empregos e, ao mesmo tempo, desenvolver infraestrutura que incentive o investimento privado”.

Pullaro também delineou o ritmo planejado para as obras de sua administração: “Vamos inaugurar mais de um projeto por dia. Temos 1.480 dias ainda no governo e 1.800 obras em andamento que concluiremos antes do fim do nosso mandato.” Ao mesmo tempo, ele garantiu apoio ao setor produtivo: “Estaremos ao lado de todas as pequenas e médias empresas para apoiá-las. Nesse contexto, é essencial focar na geração de empregos.”

Expectativas para 2026

Por sua vez, o Ministro do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Roald Báscolo, observou que os indicadores da Grande Rosario e da Grande Santa Fe estão acima da média nacional e de outras grandes áreas urbanas. Ele também destacou que setores como a construção civil e a indústria — os mais afetados no país — apresentam uma tendência diferente na província.

“Santa Fe perdeu empregos no primeiro semestre de 2024, mas conseguiu recuperá-los até o final de 2025, e hoje é uma das poucas províncias que geram empregos na construção civil, enquanto em nível nacional houve uma queda média de 10%”, explicou.

Finalmente, o ministro expressou expectativas positivas para 2026: “As obras públicas provinciais tiveram um impacto positivo na construção civil, um setor fundamental devido ao seu efeito multiplicador. Agora, estamos confiantes de que as medidas fiscais, especialmente a redução do Imposto de Ingressos Brutos, impulsionarão a criação de empregos formais no setor privado.”

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