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Puccini: “Temos os melhores talentos do país e trabalhamos para mudar a vida do mundo produtivo, não para ficar criticando a Nação”

A província reuniu pesquisadores em seu dia e revisou o roteiro em ciência, tecnologia e inovação, para priorizar investimentos e fortalecer o vínculo com o setor produtivo, em um contexto de retração da política científica nacional.

“Não é que choramos e criticamos: estamos empenhados em investir e transformar esse conhecimento em desenvolvimento”, afirmou o ministro.

No aniversário de nascimento de Bernardo Houssay, data comemorada na Argentina como o Dia Nacional do Pesquisador e da Pesquisadora Científicos, foi realizado um encontro para promover o intercâmbio entre a comunidade científica e o Governo Provincial.

O encontro, liderado pelo Ministro do Desenvolvimento Produtivo de Santa Fe, Gustavo Puccini, e pela Secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, Érica Hynes, e sua equipe, teve como objetivo apresentar e trocar perspectivas sobre a política de ciência, tecnologia e inovação (CTI) promovida pelo governo provincial, incorporando contribuições técnicas e conhecimentos do setor.

A ciência como parte do motor produtivo santafesino

Puccini afirmou que a ciência “não se limita a um laboratório, mas faz parte do motor produtivo da província, oferecendo oportunidades para que a produção de Santa Fe cresça com mais ciência e inovação”, lamentando, porém: “Hoje, na Argentina, o fato de a ciência possibilitar o crescimento nem sequer é discutido ou debatido”.

O ministro disse que o grande desafio é promover a participação de “diferentes grupos de trabalho em um espaço de diálogo com cada setor produtivo, para encontrar uma ideia e um objetivo para o crescimento desse cluster” e, assim, construir “respostas, ferramentas e soluções entre os setores público e privado”.

O ministro afirmou que “Santa Fe demonstrará que não ficamos na queixas ou críticas sobre o que o governo nacional não está fazendo, mas sim nos investimentos que estamos realizando e no talento humano que temos, que é o melhor do país, e mostraremos como estamos mudando a vida das pessoas”.

Por sua vez, Hynes enfatizou que “10 de abril é uma data especial para todos os pesquisadores do país”, pois “não só reconhece o glorioso passado da ciência argentina e a institucionalização da carreira de pesquisador na figura de Houssay, como também nos compromete com a relevância do nosso trabalho atual e com o futuro”.

Ciência e tecnologia como direito humano

O diretor do Instituto de Biologia Molecular e Celular de Rosário, Alejandro Vila, afirmou que “a ciência tem o poder de transformar a sociedade” e enfatizou que em Santa Fe existe “um setor de ciência e tecnologia bem estruturado, com um governo que se envolve, ouve e fornece financiamento, num momento em que há escassez de jovens com vontade e vocação, já que muitos estão deixando o país. Portanto, devemos motivá-los, demonstrando que existem oportunidades para realizar ciência com impacto local”.

Por sua vez, o diretor do Centro de Pesquisa em Métodos Computacionais da UNL-Conicet, Damian Ramajo, defendeu “uma reformulação da ciência por meio de políticas de Estado para alcançar objetivos produtivos”.

Finalmente, Darío Maiorana, membro do Conselho Executivo da Agência de Ciência, Tecnologia e Inovação de Santa Fe, reconheceu que “desfrutar dos benefícios da ciência, da pesquisa e da tecnologia é um direito humano” e, portanto, apelou para “aumentar a conscientização da sociedade para que se saiba que investir em ciência é tão importante quanto investir em saúde”.

Eixos abordados

Com a participação de mais de 30 pesquisadores, incluindo equipes de gestão de institutos localizados na província e de projetos financiados pela Agência de Ciência, Tecnologia e Inovação de Santa Fe, foi realizado um workshop participativo com foco em três áreas principais: estudos de caso e experiências, priorização de investimentos e compromisso mútuo para a construção de uma Santa Fe desenvolvida e equitativa.

A discussão teve como objetivo identificar precedentes nacionais e internacionais de pesquisa básica e aplicada, desenvolvimento tecnológico, projetos colaborativos, iniciativas de cocriação e outros projetos similares que tenham impulsionado a competitividade de um setor produtivo, aprimorado políticas públicas em uma área-chave ou contribuído para organizações da sociedade civil e suas redes.

Na discussão sobre as categorias de investimento, os participantes analisaram quais áreas são mais críticas devido aos significativos cortes orçamentários para a pesquisa científica e o desenvolvimento tecnológico implementados pelo Governo Federal.

O tópico final abordou o compromisso dos projetos de pesquisa em andamento, as futuras linhas de investigação e as ideias em desenvolvimento com o desenvolvimento produtivo e o bem-estar dos moradores de Santa Fe. A reunião foi concluída com uma oportunidade para mais discussões e diálogo entre as equipes de I+D e de gestão.

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