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Santa Fe integra o Conselho Consultivo do Observatório do Trabalho da Região Centro

O Ministério do Trabalho reuniu universidades e autoridades para analisar o impacto da inteligência artificial no emprego, após uma pesquisa com mais de 2.400 empresas da região.

A formação do Conselho ocorreu no âmbito da apresentação dos resultados do primeiro estudo regional sobre o impacto da IA, realizado entre julho e agosto de 2025.

O Governo da Província de Santa Fe formalizou a criação do Conselho Consultivo Local para o Observatório do Impacto das Tecnologias e da Inteligência Artificial (IA) no Trabalho da Região Centro. O encontro foi realizado na sede do Ministério do Trabalho, Emprego e Previdência Social, na capital provincial, e reuniu autoridades governamentais e figuras de destaque do meio acadêmico.

A iniciativa busca consolidar um espaço para análises técnicas e acadêmicas que apoiem as transformações do mercado de trabalho diante do avanço da IA. O evento foi liderado pelo Secretário de Governo, Juan Cruz Cándido; pelo Secretário de Coordenação e Relações Institucionais do Ministério do Trabalho Provincial, Gustavo Zignago; e pela coordenadora interina do Comitê Executivo da Região Central, Claudia Giaconne.

Zignago enfatizou que a inclusão das universidades no Conselho Consultivo visa “gerar evidências qualificadas para orientar a tomada de decisões públicas diante da incerteza representada pelas novas tecnologias no mercado de trabalho”. Da mesma forma, Liliana Dillon, vice-reitora da Universidade Nacional do Litoral (UNL), destacou a importância de participar do Observatório “para contribuir com a elaboração de políticas públicas que respondam aos desafios do novo mundo do trabalho”.

Por sua vez, Horacio Alesandria, representante da Universidade Católica de Santa Fe (UCSF), destacou que o objetivo é "coordenar o trabalho entre o sistema acadêmico e o Estado para abordar o impacto da inteligência artificial tanto no emprego quanto na formação profissional".

Diagnóstico regional

A formação do Conselho ocorreu durante a apresentação dos resultados do primeiro estudo regional sobre o impacto da IA, realizado entre julho e agosto de 2025. A pesquisa alcançou mais de 2.400 unidades produtivas — incluindo empreendedores, pequenas e médias empresas e grandes empresas — em Santa Fe, Córdoba e Entre Ríos.

Os dados refletem um cenário de transição: 30% das empresas já estão implementando ferramentas de inteligência artificial ou planejam fazê-lo nos próximos dois anos, principalmente em áreas como análise de dados, marketing e atendimento ao cliente. Enquanto isso, 35% estão na fase de avaliação, e outros 35% não preveem sua incorporação em curto prazo, com maior presença em setores como construção civil, agroindústria e comércio.

Desafios e formação

Um dos temas centrais do relatório é a percepção do emprego. 45% dos líderes empresariais acreditam que a IA não substituirá empregos, embora modifique as funções e os perfis profissionais. No entanto, o estudo alerta para uma lacuna de competências: metade dos entrevistados avalia o nível de preparação de suas equipes para se adaptarem a essas tecnologias como baixo.

Entre as principais conclusões, destacam-se a incerteza quanto ao impacto real no emprego, a dificuldade em encontrar profissionais qualificados e a necessidade de reforçar a formação em competências digitais, com o objetivo de reduzir a resistência interna nas organizações.

Articulação institucional

Também participaram da reunião a Subsecretária de Gestão Estratégica, Paz Gutiérrez; o Subsecretário de Inovação Pública, Juan Martín Atencio; e o Diretor de Planejamento e Estatística, Mariano Giunta. Representando a Entre Ríos, estiveram presentes Ricardo Juncos e Sofía Schönhals, da Secretaria do Trabalho e da Previdência Social.

Do setor acadêmico, estiveram presentes autoridades da Universidade Nacional do Litoral (UNL), da Faculdade Regional de Santa Fe da Universidade Nacional de Tecnologia (UTN) e da Universidade Católica de Santa Fe (UCSF), juntamente com decanos e chefes de departamentos de pesquisa, transferência de tecnologia e formação profissional. A participação dessas instituições reforça a abordagem colaborativa entre o setor público e o sistema universitário para enfrentar os desafios impostos pela transformação digital do trabalho.

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